O fato vem acontecendo a mais de 30 dias dentro de reservas indígenas situadas na BR 230 (Transamazônica), na altura dos quilômetros 110 ao 150 no percurso correspondente ao trajeto sentido Humaitá/Apuí, onde estaria acontecendo a extração ilegal de madeiras nobres.
A denúncia partiu de um leitor que não quis se identificar. De acordo com o denunciante, a informação foi dada quando os infratores ainda estavam no início da atividade ilícita. Diante dos dados, a equipe do Jornal “O Curumim” se deslocou no último final de semana até a zona indicada e constatou a veracidade da denúncia.
No sábado (07/04) após percorrer uma extensão equivalente a 40 quilômetros dentro de reservas indígenas pertencentes às etnias Tenharin e Diaroi, nossa equipe percebeu vários caminhos abertos em meio à mata, provavelmente feitos pelos madeireiros para facilitar a extração e o deslocamento da madeira derrubada.
Vale ressaltar que todo o procedimento realizado pelos madeireiros contraria as leis de proteção ambiental e acontece com total consentimento dos indígenas da região. Informações revelam que os nativos, inclusive, recebem pagamentos pela madeira que ilegalmente é retirada da reserva. A ação ilícita ficou clara quando nossa equipe seguiu um dos caminhões que transportava a madeira extraída para o distrito de Santo Antônio do Matupí (km 180).
Observamos que ao passar pela porteira do “Pedágio indígena”, o caminhoneiro não foi indagado sobre a taxa que é cobrada por qualquer veículo que por ali passa, bastou apenas uma rápida conversa para que o caminhão, carregado com a madeira ilegal passasse pelo pedágio. Pedágio que também não possui fundamentação legal para recolher taxas dos usuários de uma Rodovia Federal.
A derrubada das árvores é promovida durante o dia, mas, na tentativa de fugir da fiscalização a remoção das mesmas para as serrarias acontecem durante o período noturno, principalmente, durante os fins de semanas e feriados.
IBAMA TOMARÁ PROVIDÊNCIAS
O Jornal “O Curumim” entrou em contato com, Mário Lúcio da Silva Reis, superintendente do IBAMA no Amazonas, que por volta das 9:20 horas de segunda-feira (10), enviou uma resposta via e-mail dizendo que “tal fato já é de conhecimento da instituição e que providências estão sendo tomadas para desencadear operação específica na área”.
fonte: Da Redação