Desde segunda-feira (7) uma equipe de profissionais presidida pelo 1º tenente e Dr. João Neto, médico oftalmologista, encontra-se no Hospital Regional de Humaitá para atender a pessoas idosas acometidas pela catarata. O mau que agride os olhos é uma doença que progressivamente causa a diminuição da visão e que se apresenta na maioria das vezes em pessoas acima dos 55 anos, não descartando a possibilidade de atingir crianças, jovens e adultos de menor faixa etária.
O mutirão que atenderá até quinta-feira cerca de 72 pacientes, é uma ação conjunta da Prefeitura Municipal de Humaitá com o Governo Federal, e vem atender a uma “demanda retardada” que ganha proporções pelo fato de não ter na rede de saúde pública de Humaitá profissionais com atuação efetiva.
“É um projeto que enquanto houver demanda iremos refazer a cada ano”, disse o prefeito Dedei Lobo, que acompanhou de perto as primeiras horas de atendimento. “Juntando o ano passado, cerca de 150 pessoas tiveram sua visão pelo menos melhorada, aumentando com isso, sua qualidade de vida”, disse o prefeito reafirmando o compromisso de que no próximo ano novas cirurgias serão realizadas.
Na segunda-feira (07) os pacientes foram cadastrados, examinados e selecionados de acordo com o estágio da doença. Nos outros dias, aconteceram as cirúrgicas e a avaliação de alguns pacientes que passaram pelas intervenções médicas.
Dentre as pessoas beneficiadas pela iniciativa encontra-se a ex-agricultora Hortência Lopes da Silva, 86 anos, moradora do “Beco da Concórdia”, bairro de Nossa Senhora do Carmo e que há cinco anos não enxergava. A idosa que dos 14 aos 65 anos morou na localidade de Santa Cruz do Beem, disse que uma das últimas lembranças que tem do tempo que ainda enxergava era dos momentos que estendia roupas ao sol e das intensas dores de cabeça que sofria.
“Espero que com a ajuda do médico eu possa voltar a ver as coisas de novo e ajudar naquilo que estiver ao meu alcance”, disse dona Hortência. “Essa ajuda que ‘tá’ sendo dada para nós é uma boa, imagino que se eu voltar a enxergar tudo normal outra vez, não vai mais precisar que minha filha fique me levando para cima e para baixo”, finalizou.
Da última vez que esteve em Humaitá o Dr. João Neto relatou da emoção que é ver as pessoas saindo do centro cirúrgico com a visão recuperada. “É muito gratificante quando pacientes que não enxergavam há anos conseguem sair andando sozinho logo após a cirurgia”, contou.
“As felicitações que essas pessoas nos desejam não têm preço! Uma das melhores sensações que sentimos é sabermos que iniciativas como essas está direcionada especificamente a pessoas que de fato precisam”, argumentou o cirurgião.
fonte: Da Redação