O INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) usarão imagens de satélite para identificar desmatamentos ilegais em assentamentos e para fiscalizar o cumprimento da função social dos imóveis rurais.
Segundo o presidente do INCRA, Rolf Hackbart, o projeto vai fiscalizar o "arco de desmatamento", que engloba o sul do Pará, norte de Mato Grosso, Rondônia e o sul do Amazonas.
O INPE já monitora o desmatamento na Amazônia, mas sem distinguir em que tipo de área ele ocorre.
O coordenador do programa Amazônia do INPE, Dalton Valeriano, diz que, hoje, o órgão só identifica desmates superiores a 6,2 hectares, muito maiores do que os verificados em assentamentos.
Para conseguir fiscalizar essas áreas com eficiência, o projeto vai seguir três passos. Primeiro, serão mapeados os assentamentos em imagens de satélite. Em seguida, essas imagens vão passar por uma reinterpretação.
O terceiro passo vai ser a utilização de imagens de alta resolução de um satélite japonês, que permitirão visualizar desmatamentos ainda menores que 6,2 hectares.
fonte: Folha de São Paulo